quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ainda????

Foi entregue ontem ao Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, a petição pró-referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que recolheu cerca de 90 mil assinaturas. Pretende-se que sejam debatidas as "implicações reais na história, na cultura e nas relações sociais do país" de tal casamento.
Com o dedo da Igreja (que sabe que o assunto for referendado nunca vai passar) e a ignorância, fé e preconceito dos assinantes, esses embaixadores da moral, decência e dos bons costumes, continua a atiçar-se uma fogueira que devia há muito estar em cinzas.
Com os tantos problemas que atravessam a sociedade, com as grandes dificuldades do país, ou seja, com tantas questões sérias e bem mais importantes para debater (e, porque não, para referendar?), perde-se tempo com mesquinhices pré-históricas, descabidas e, acredito, inconsequentes.
E que tal se arranjassem uma vidinha, não dava um certo jeito?

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

E na sequência do post anterior...


MAIS SIMPLES AINDA...

(E UM BOCADINHO DE NADA MENOS REALISTA)

Ano novo, vida semi-nova?

Num final de ano não tenho por hábito fazer balanços. O ano foi o que foi e não pode ser alterado. Já no início de um novo ano gosto de pensar em desejos (nunca projectos porque raramente os faço, antes coisas que quero fazer ou repetir).
Desejos para este ano? Os básicos e banais saúde, amor e dinheiro são os essenciais. Alguém me dizia que esses não valiam por não trazerem nada de novo, por toda a gente os repetir. Não valem? Valem sim, valem quase tudo. Porque constituem uma base sustentada para que o resto possa correr bem sendo que, ainda assim, o que mais valorizo é a saúde, que ter uma rica saúdinha é do melhor que a vida nos pode dar.
No entanto, também tenho outros desejos mais terrenos e egoístas e a confirmar a boa vivant que sou. Então, sem ordem de preferência:
Comer e beber muito bem, que são dos maiores prazeres da vida.
Bastante e bom sexo (muita serotonina e endorfinas fazem sorrir e fazem milagres à pele).
Viajar, viajar, viajar, viajar, viajar.
Ler e ver cinema. Always.
Dormir como uma criança (não consigo perceber como é que há pessoas que dizem não gostar de dormir e, pior ainda, que dormir é uma perda de tempo, ofensa!).
Estar com (os poucos mas bons) amigos.
Rir muito, muito, muito.
Muita música e dança e programas interessantes e variados.
Mais dinheiro para poder dar azo à diabinha consumista que há mim (umas roupinhas, sapatos, carteiras, acessórios e cremes para tudo e mais alguma coisa são os meus maiores pecados).
Muitos abraços e ternura e beijos, muitos beijos e serenidade e paz.
E ainda viajar, viajar, viajar, viajar, viajar.

(Concluo que os meus desejos variam muito pouco ao longo dos anos. No fundo, sou uma rapariga simples.)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Abracei o ano contigo.

A dançar.

Em frente ao mar.

(Prenúncio de um ano bom)

domingo, 27 de dezembro de 2009

Afinal a TAP também tem coisas boas...


(Agora é só aproveitar o conceito e aplicá-lo no que realmente interessa)

Espírito natalício é...

Conseguir aguentar heroicamente na noite de Natal, por causa da família, o Jogo Duplo apresentado pelo Fernando Mendes.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

E se isto não é amar-te

nunca saberei o que o amor é.

A ver

Os filmes que a televisão passa nesta altura do ano são muito maus?
São.
Duas alternativas:

Cinema Paraíso
De Giuseppe Tornatore, vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1990, é obrigatório para quem gosta de cinema. Embora a narrativa pudesse, talvez, ser um pouco menos extensa, é de uma ternura imensa, não só sobre filmes mas também sobre amizade, sem idade e intemporal.

Em Carne Viva
Realizado em 1997 pelo meu queridíssimo Almodóvar, é mais um belo exemplar da sua obra que, para não variar (e ainda bem) versa sobre relações e emoções. O mais engraçado neste filme, com um final feliz, digamos assim, é que o realizador consegue fazer parecer natural ou possível o que, à partida, nunca consideraríamos como tal. Fiquei com vontade de ir ver a correr todos os seus filmes, mesmo os que já vi, para no final poder afirmar, com convicção, isto é que é cinema.

"Triste é viver num lugar onde dormir não difere de morrer."

(O Alfaiate de Vila Longe,
personagem de "O outro pé da sereia",
de Mia Couto)

domingo, 20 de dezembro de 2009

Fui

Os dias aproximam-se do Natal. Está um frio de rachar. Toda a gente se queixa de tudo e não faz nada (está quase aí o Mundial). As ruas estão mais cheias. Abalos de terra. Um cimeira em Copenhaga que acaba em nada. O ar cheira a castanhas. Um país desgovernado. Publicidade martelante com perús e Popotas e peúgas. Os políticos continuam a apalhaçar. Alertas amarelos. Presentes para comprar.
Tudo continua mais ou menos igual.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Revelações

O Abirritante convidou-me a desvendar um pouquinho de mim, completando o início das seguintes frases. Aqui vai:


Eu já tive… muito mais paciência do que tenho hoje.


Eu nunca… digo nunca.


Eu sei… algumas coisas, mas quero sempre saber mais.


Eu quero… aqueles de quem gosto sempre perto de mim.


Eu sonho… acalentar, mimar e, no momento certo, concretizar os meus sonhos.



(P.S.: Uma vez mais violo as regras e não passo isto a ninguém. Quem quiser, é favor pegar-lhe.)

Constatações LXXXIX

Desiludem-me as pessoas que se moldam às outras
porque acham que é mais fácil assim.